segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mão na cara do Brasil

Um tapa na cara da dos pseudos intelectuais de esquerda, ou seja, quase todos brasileiros "intelectuais"
Lobão ainda comenta a infra estrutura do Brasil pra fechar com chave de ouro.. Praticamente um William Ricardo de Sá..

sábado, 16 de julho de 2011

Argentina e Uruguai

Hoje tem futebol de homem na TV, ainda bem, e não de moleque. Infelizmente são os dois melhores times sul americanos na atualidade, exatamente por praticarem futebol. Nada de arte! Futebol é esporte, e de impacto. Bonito é o jogo pra frente, pegado, com jogador objetivo, raçudo,e não com jogador que acha que falta é recurso, jogador que samba, etc...

Lugano, o eterno (não é dentão?), contra Messi, o melhor do mundo!



Gosta de futebol de frouxo? A mão na sua cara!



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gol Contra (A Mão Visível)


Excelente post do Alexandre Schwartsman. Repliquei para o nosso blog, para quem não tem o hábito de acessar o "A Mão Visível".


Em seu excelente livro, “Sob a Lupa do Economista”, Carlos Eduardo Soares Gonçalves e Mauro Rodrigues relatam um estudo de Luis Garicano e Ignacio Palacios-Huerta avaliando a eficácia da regra que passou a premiar a vitória no futebol com 3 pontos ao invés de 2. A motivação por trás da mudança era bastante simples: ao elevar o retorno da vitória relativamente ao empate, a FIFA pretendia estimular o jogo ofensivo e, portanto, a média de gols por jogo (aqui tomada como medida de qualidade do esporte).

Garicano e Palacios-Huerta, no entanto, comparando jogos do campeonato espanhol (em que pontos ganhos determinam o campeão) a jogos da Copa do Rei (onde pontos são irrelevantes) não conseguiram achar diferenças significativas no número de gols por partida. A explicação para este comportamento reside, como de hábito, na estrutura de incentivos.

Embora haja estímulo adicional para buscar o gol quando o jogo está empatado, a partir do momento que um time abre o placar, os incentivos se alteram: agora o custo de sofrer o empate é a perda de 2 pontos, contra a perda anterior de apenas 1 ponto. Assim, times que saem na frente tenderiam a abandonar a estratégia ofensiva mais frequentemente sob a nova regra relativamente à antiga, hipótese que não é rejeitada pela evidência.

Ainda que isto pareça mera curiosidade, a lição não poderia ser mais clara. Os agentes, sejam times de futebol, empresas, ou trabalhadores, não ficam passivos face a alterações no ambiente institucional (as “regras do jogo”); pelo contrário, se adaptam a elas de maneiras muitas vezes imprevistas, não raro frustrando seus objetivos originais.

Tal lição se torna ainda mais importante à luz da discussão recente sobre os mecanismos de persistência da inflação que vem ganhando força nos últimos meses. Depois de passar um longo período relativamente ausente, este tema retornou ao debate no começo de 2011 numa intensidade não vista desde 1999 (superando, inclusive, o observado em 2008). Forma-se um consenso que a indexação, problema que se acreditava superado, voltou a fazer parte das preocupações da sociedade (e do BC) neste momento.

Invoca-se a “cultura da indexação” e outras explicações de cunho sociológico (ou psicológico) para esclarecer o fenômeno, mas a verdade é que, fosse esta a razão última para tal comportamento, ele não teria perdido importância no passado, nem ganhado relevância ultimamente. É mais provável que possa ser explicado, como no exemplo acima, pela reação dos agentes ao perceberem a mudança nas “regras do jogo”, no caso, no próprio comportamento do BC no que se refere a seu comprometimento com a meta de inflação.

De fato, a percepção que o BC tende a acomodar os desvios da inflação com relação à meta, estendendo o período de convergência, é equivalente à noção que a política monetária permitirá maior persistência da inflação. Não é absurdo, portanto, que, dada esta informação, os agentes econômicos se adaptem ao novo ambiente, trazendo de volta as práticas de indexação características de um passado nem tão remoto (e, diga-se, a regra para reajuste do salário mínimo também fornece um exemplo nada virtuoso no que se refere a este tema).

Em outras palavras, as dificuldades para a política monetária que advêm das práticas de indexação de preços e salários não caíram do céu, mas resultam precisamente da percepção de maior permissividade do BC relativamente à inflação.

Não fosse isto ironia suficiente, sabe-se também que, na presença de indexação, são maiores os custos para reduzir a inflação em termos de perda de produto. Ou seja, para não pagar hoje os custos do ajuste, elevam-se os custos à frente, e não será surpresa caso estes sejam invocados no futuro como motivo para estender adicionalmente o prazo de convergência.

Não há mudança de regra que justifique gol contra.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pílula da educação

Depois de muito tempo desde meu primeiro e último post nesse blog venho aqui levantar uma discussão que tive com dois colaboradores na volta de um almoço nos velhos e bons tempos de faculdade. A intenção é discutir quais os efeitos da universalização do ensino superior. Para isso, peço que analisem a situação abaixo sobre os efeitos do que chamei "Pílula da Educação":

Efeitos da pílula: Uma dose garante instantaneamente ao paciente submetido ao tratamento um ganho educacional referente a 15 anos de estudo.

Pressupostos:

- As pílulas têm custo zero para a sociedade e consideram-se nulos os efeitos colaterais;

- 15 anos de estudo é o nível máximo de educação formal que um indivíduo pode ter;

- Disponível uma pílula para cada indivíduo em idade ativa e com menos de 15 anos de educação formal.

- 2 populações:

i) Controle: População com indivíduos em idade ativa com níveis educacionais diversos.

ii) Tratamento: População com indivíduos em idade ativa com níveis educacionais diversos submetida ao tratamento da pílula da educação, em que todos os indivíduos com idade ativa passam a ter 15 anos de educação formal.

O ponto para discussão: Quais os efeitos sobre as características sociais, políticas e econômicas da população tratamento em relação à controle?

Não gostou do ponto para discussão, a mão na sua cara!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A "consolidação" dos bancos

Nada como um feriado, um tempo ocioso, e o nervosismo para começar a escrever um post. Recomeçar o blog de novo.

Nas últimas semanas comecei a prestar mais atenção em algumas notícias sobre regulação bancária. Principalmente depois da compra do Banco Schahin e do Morada pelo nosso minerim do marketing esportivo e dos aposentados, o BMG. A compra em si não me preocupou muito. Mas mesmo sem me preocupar, fico curioso para saber os "truques contábeis" que eles vão arrumar manter o PR acima do PRE (ver o site do BC). O Schahin têm o Índice de Basiléia abaixo do exigido (11%), o Morada está quase lá (com 11,02%) e o próprio BMG vai ter que alterar suas operações por conta da Circular 3.515 (ver Circular), que vai exigir mais capital para cobrir os consignados. Enfim, isso já não é problema meu, espero que o Ricardão esteja sabendo o que faz.

O que me preocupa mesmo é a "consolidação do sistema bancário" que vinha sendo falada out of the record e parece estar acontecendo. No final do ano passado escutei de um profissional da área de regulação do BC "Banco tem que ser Banco, tem que ser grande. Esse negócio de empresário e família criar banquinho tem que acabar!". Depois ouvi dizer (isso já não confirmo a veracidade) que no pós-Panamericano alguns funcionários da autarquia passaram a defender a ideia de deixar alguns bancos menores quebrarem. Primeiro porque com o Panamericano algumas pessoas questionaram o poder de supervisão do BC, então deixar quebrar seria um "Está vendo? Não passo a mão na cabeça de ninguém". Segundo porque esses bancos estavam dando mais trabalho para eles, e como sabemos, muitos funcionários públicos não gostam dessa palavra. A partir daí a consolidação parece estar criando forma. Por isso, talvez, quem sabe, as medidas atuais são torno justamente das atividades de bancos médios e pequenos.

Meu ponto não é a defesa das instituições menores, que cabe ao grupo de interesse delas, a ABBC. Não sou protecionista, deixe que o mercado selecione. Mas a falta de clareza quanto a atuação do BC é que me incomoda. Parece que a turma da Unicamp (ver o artigo) vêm ganhando espaço não só na Fazendo, no BNDES e no CADE, mas também no BC. A tese do caro Jair Bolsonaro, "só é respeitado quem tem o poder de intimidar", parece estar sendo seguida à risca.

Não gostou? A mão na sua cara!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

“Tudo aquilo que você não perderia seu tempo lendo em outro lugar”

Tenho uma relação de amor e ódio com historiadores, ou pessoas de outras áreas que atacam de historiadores. Gosto porque sempre levantam algumas questões que não tinha pensado antes. Não gosto porque quase sempre tentam tirar conclusões precipitadas sobre suas teorias. Alguns exemplos de livros bons/ruins são “Guns, Germs, and Steel: The Fates of Human Societies”, de Jared Diamond, e “The Wealth and Poverty of Nations: Why Some Are So Rich and Some So Poor”, de David S. Landes. Os dois levantam questões importantes, mas são muito ambiciosos em tentar explicar os motivos da evolução de algumas nações. Apesar disso, às vezes gosto de perder meu tempo com essas coisas.

Para mim a questão é que, como disse alguém que eu não lembro o nome, "você pode dizer que um cubo de gelo no sol, ou um torneira gotejando, vai criar uma poça d'água. Mas não podemos afirmar ao ver uma poça d'água que ela veio de um gelo derretido, de uma torneira, de uma chuva, infiltração, etc". Apesar disso, às vezes gosto de perder meu tempo com essas coisas.

Mas depois dessas besteiras, o que eu quero mesmo é falar de um artigo que estou gostando muito, "Was Weber Wrong? A Human Capital Theory of Protestant Economic History" do Sacha Becker e do Ludger Wößmann (alguém sabe como pronunciar??). Eles discutem o importância da religião para o acumulo de capital humano da população protestante. (Acho que depois de ver o filme do Chico Chavier fiquei tocado com essas questões religiosas).

Eles pegaram dados da antiga de Prússia, berço de Weber e Lutero, referentes ao final do século 18. O objetivo é discutir os meios pelos quais a ética protestante fez com que a região "largasse na frente" em termos de capital humano. E pelo título não é difícil imaginar que eles proprõe uma abordagem diferente da de Weber. O ponto em si é que a Prússia estava a frente das demais nações não somente porque a ética protestante pregava a salvação por meio do trabalho, mas porque ao traduzir a Bíblia e fazer com que os fiéis a lessem, a religião acabou por incentivar a alfabetização da população.

Ainda não li o artigo inteiro, que está disponível em http://epub.ub.uni-muenchen.de/1366/1/weberLMU.pdf , mas caso tenha algum apressadinho querendo ler na minha frente, fique a vontade para comentar. E para quem quiser criticar o modelo vale o mesmo, comente, isso com certeza não vou fazer.

Não gostou? A mão na sua cara.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Abre o olho Brasil Malandro!

Muito tenho visto sobre a série de atentados no Rio de Janeiro, e compartilho aqui a melhor análise que vi da situação, não somente do Rio de Janeiro, mas no contexto mundial.

Isso tudo, com uma visão de futuro incrível, uma vez que esse video foi gravado há mais de dois anos, e mesmo assim termina com a profecia "Abre o olho Brasil malandro, vai haver algumas exprosão no brasil, se liga hein!"
















"E no RJ, você não precisa esperar chegar o Cosme e Damião pra ganhar bala!"
(Away de Petrópolis)







sábado, 13 de novembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Uma amostra das populações

Oct 26th 2010, 15:10 by The Economist online

The usual suspects

Public-sector corruption remains a cause for concern

WITH scores of 9.3 out of 10, Denmark, New Zealand and Singapore are the world's least corrupt countries, according to a new index from Transparency International, an anti-corruption watchdog. At the other end of the table, Somalia ranks bottom with a score of 1.1, ahead of Afghanistan and Myanmar. Worryingly, Brazil, Russia, India and China—the BRICs currently considered the global engine for economic growth—all score less than 4. The 178-country index is based on 13 surveys of experts and business people. These surveys are not standardised and the overall methodology changes from year to year, making it difficult to say whether a country has indeed done better or worse if its score alters. Still, Transparency International has identified 16 countries which showed improvements or declines since last year. Notable among these is America, which dropped from 7.5 (19th place) to 7.1 (22nd place). As in most developed countries, the issue is not bribery, but a lessening of political transparency (for instance in campaign finance) and regulatory oversight.





Os representantes são sempre uma amostra da população geral. Não aguento pessoas falando que o país está assim por causa dos políticos, que não tem desenvolvimento porque eles roubam, etc... Sim, é verdade, há muito corrupção como se pode ver no gráfico acima, mas a falta de ética não é só na política, talvez lá esteja apenas mais visível. Talvez o indivíduo que ultrapasse pelo acostamento não roube R$ 1 milhão apenas porque não tem oportunidade, talvez quem falsifique carteirinha de estudante não faça tráfico de influência porque não tem influência, talvez quem financia o tráfico não dê emprego para a família toda porque não tem chance para isso...

Acha que o problema é sempre a conduta dos outros? A mão na sua cara


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Observação sobre o Post da Resenha....

No post sobre o livro "Guia do Politicamente Incorreto da História do Brasil" coloquei uma observação no final "prefere acreditar nas historinhas de super heróis? A mão na sua cara". Pois então, ai segue uma reportagem sobre um exemplo de super herói criado.


Não vou entrar no mérito se ele foi ou não "o melhor jogador de todos os tempos", mas sim a supervalorização que se faz dele, o Pelé. Mas pensando bem pode ser o Edson, porque o Edson é que ganha o dinheiro, não o Pelé. O Pelé foi o jogador, o Edson é o manager... E por ai vai nessa ladainha que ele adora ficar repetindo.

Não gosto de reis, de melhor de todos os tempos e outros títulos que dão a atletas. Quando se faz isso acaba por assumir que TODOS que virão depois serão piores, e isso não é nem um pouco sensato.

Supervaloriza o Edson? A mão na sua cara!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Livros de Administração

Outro dia escutei uma conversa no elevador que me fez lembrar de alguns livros sobre administração que fui obrigado a ler. Então resolvi escrever um post sobre as besteiras dos livros de administração. Mas para o post não ficar longo vou escrever em duas partes. Neste primeiro o objetivo é assoprar, fazer um carinho... para depois bater. Vou assoprar com o livro "Origin of Wealth: Evolution, Complexity, and the Radical Remaking of Economics", do Eric D. Beinhocker.

O autor fala de algo mais real e, ao contrário da maior parte dos autores, ele não tenta vender a ideia de que se você fizer um planejamento estratégico, traçar metas e trabalhar duro vai alcançar o paraíso. Muito pelo contrário. Não existe paraíso (será que precisava escrever isso???). O mercado é dinâmico (será que precisava escrever isso???[2]) e você tem que, na comparação do autor, correr e correr para continuar no mesmo lugar. O único benefício é não ser passado para trás. Ele usa estudos e dados para ilustrar o argumento e não fica naqueles conceitos de planejamento perfeito que mais parecem de livro de auto-ajuda.

Falo isso porque muitos autores (dos que li) vendem o Planejamento Estratégico como alguma coisa perfeita. Você tem que traçar um plano, com objetivos, indicadores ("porque o que não é mensurável não é administrável", não é esse o jargão?) e planos de ação. Além disso, trabalhar para executar o plano. Mas isso é pura besteira. Sempre pensei que o que tem que ser feito é manter sua agilidade, correr. Porque quando se faz um PE assume-se premissas, e por mais que elas estejam certas, o cenário planejado não irá ocorrer 100%(será que precisava escrever isso???[3]). Então mesmo que os administradores acertem o cenário e algumas premissas, a empresa terá que ter agilidade para se adaptar às premissas que saíram do cenário planejado. E quando as premissas são mal feitas nem se fala. Aí está o valor do livro, atentar para esse ponto.

Para concluir, o que me intriga nos administradores é o fato de eles irem cada vez mais na direção contrária da direção do resto das profissões. Enquanto todo mundo quer simplificar, parece que eles na ânsia de serem reconhecidos como ciência, tentam complicar as coisas simples e elaborar teorias complexas sobre elas. Se o mestre Giannetti já falava que "pensar é a arte de tornar as coisas mais simples do que são", então essa parece ser a prova de que esses administradores não andam pensando muito.

E administradores, não me levem tanto a mal, se você não tenta escrever um best-seller, "tese" ou artigo sobre um mundo perfeito, ou tenta me vender que sua empresa funciona como planejado, você não se enquadra na crítica acima. Calma.

Gosta de auto-ajuda administrativa? A mão na sua cara!

ps.: Queria pedir aos ex pupilos do Falconi para contribuir. Como vocês já saíram de lá faz tempo podem me ajudar com exemplos de livro. O ex chefe é cheio deles.

sábado, 9 de outubro de 2010

Resenha de quinta no Sábado


Ganhei esse livro de aniversário e comecei a ler sem entender muito bem do que se tratava. A princípio parecia um livro de piadas, daquelas sem muita graça. Mas o livro é muito bom e faz aquilo que eu sempre tive vontade de fazer, desmascarar meus professores de geografia e história do ensino médio. E certamente o livro vai servir de guia para meu filho mais novo antes de ele entrar para o ensino médio, para já ir blindado. Isso porque o meu filho mais velho já passou por isso, e inclusive era para estar fazendo esse post no meu lugar. Mas o menino anda rebelde....

Vamos ao livro, mas não sem antes fazer uma advertência. O escritor é jornalista, então o livro está cheio de julgamentos fáceis e conclusões precipitadas. Basta levar isso em conta que a leitura será excelente.

Cada capítulo do livro trata de um tema ou personagem brasileiro que a respectiva história foi baseada em mitos e passada a frente por várias gerações, sem que ninguém fizesse uma busca pelos fatos com maior rigor. Mas recentemente surgiram alguns pesquisadores que têm pautado seu trabalho em recontar a história com base em fatos e dados reais, e não buscando criar heróis ou fortalecer uma cultura brasileira forjada.

Aí vão alguns fatos. Uns mais interessantes do que outros:

- Os índios não viviam em harmonia completa com a natureza e muitos menos eram inocentes. Muito antes dos europeus já guerreavam entre si. Foram fundamentais na conquista do território, sem seus escravos (de outras tribos), ajuda para abrir caminho nas matas, matar inimigos e proteger os portugueses, o Brasil nunca teria sido ocupado.

- Zumbi dos palmares, tratado por uns como líder da "primeira experiência socialista brasileira", tinha escravos. E os escravos libertos que fugiam para Palmares tinham um imperador, que deveriam obedecer, o Zumbi. O próprio líder fazia investidas contra fazendas em busca de roubar os escravos, não para libertá-los, mas para trabalhar para ele. Os "livres" eram somente aqueles que chegaram lá fugidos.

- A origem da feijoada é européia. Negros e índios não tinham o costume de misturar carnes a grãos, esse era um hábito do império romano, e outras culturas européias adaptaram cada uma a sua forma. Por exemplo a paella espanhola, ou o cassoulet francês. Os portugueses fizeram a versão deles, a feijoada.

- Guerra do Paraguai. Os paraguaios eram governados por um tirano, o país era rural e pobre, e a Inglaterra não teve relação nenhuma com o início do conflito. O conflito começou por uma investida irresponsável do paraguaio contra o Brasil, e quando Argentina e Uruguai não deram apoio, Solano López, declarou guerra aos dois países também. Sua burrice não o deixou perceber que ele estava acabando com seu acesso (o Rio da Prata) aos armamentos e comida. Depois disso todo mundo já sabe. Ou não. Não morreram tantos homens como os comunas alegam, estima-se que no máximo 18% da população teve envolvimento com a guerra.

O post ta ficando longo e eu com preguiça. Então vou parar por aqui. Para quem quiser continuar a leitura aí vão os dados:

Nome: Guia politicamente incorreto da história do Brasil
Autor: Leandro Narloch
Editora: Leya

Não gostou, prefere acreditar nas historinhas de super heróis? A mão na sua cara

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nesses tempos de eleição....

Depois de um trabalho diplomático nas Coréias, uma passagem pelo Irã para tentar salvar uma jovem moça do apedrejamento, ter escutado queixas que o blog estava abandonado, etc, etc, etc (como diria o falecido Enéias) estou de volta.

E nesses tempos de eleição os assuntos sempre são mais divertidos, ou não. Alguns mais céticos e preocupados falam muito na falta de um debate mais aprofundado por parte dos candidatos, reformas necessárias, sistema político mais sério e com compromisso, etc (ver post anterior). Mas hoje, depois de ter passado 1h20 no trânsito e ter lido algumas coisas, tirei uma conclusão diferente: talvez o cenário político não esteja tão ruim assim, ou talvez esteja até avançado. Vou explicar.

A quantidade de comunistas de buteco parece estar crescendo, ou então eu estou ficando mais paranóico. Ontem, dia de votação, tirei umas horas para "ver o que a esquerda anda pensando", como meu filho me ensinou (a gente aprende cada coisa com os jovens!!). Fui visitar nosso velho conhecido Cultura Brasileira, e vi um post interessante: "Já está decidido: o Banco Central seguirá no controle da Economia e da Política Nacional, mas... PARA QUÊ INCENDIAR FAVELAS?". Eu tentei por várias vezes entender a linha de raciocínio do sujeito, mas não dá, a mistura e as alucinações são demais. Acho que nem meu irmão, de 5 anos, conseguiria inventar uma história tão lúdica e sem sentido. Para quem quiser se divertir, vale a pena dar uma lida.

Então, pulei rapidamente para o site do PCO, logo de cara um susto. Uma foto de Leon Trotski, e uma música soviética (eu acho) de fundo, bem tenebrosa por sinal. Graças a Deus não demorei muito para achar o "Clique para entrar" e sair da introdução. Daí fui procurar algo interessante para ler. Achei um artigo no nosso (ex)candidato a presidência Rui Costa Pimenta, com seguinte título "Urna eletrônica: a fraude institucionalizada". Tirei um fragmento do texto para mostrar como a esquerda parece estar usando entorpecentes pesados:

"Pouca coisa é menos confiável do que a chamada urna eletrônica, banida em vários países. Os computadores, como qualquer adolescente que usa estas maravilhosas engenhocas que dominam a vida cotidiana e a atividade econômica há pelo menos duas décadas, são as máquinas menos confiáveis e mais manipuláveis e infiltráveis que existem."

Antes de concluir, e corra o risco do posto ficar longo demais, vou fazer uma última indicação de leitura. No Correio do Brasil, o velho Leonardo Boff “avalia os embates eleitorais entre Lula e a mídia conservadora”. Muito elucidativo.

O que concluí foi que enquanto a maior parte dos países sérios já superou o debate comunismo vs. capitalismo há pelo menos uns 20 anos, nós ainda temos pessoas que insistem em levar propostas como formação de milícias urbanas, fim da propriedade privada, morte de banqueiros, etc, para frente. Nesse sentido, é até mesmo surpreendente que tenhamos avançado tanto nas esferas política, econômica e social. Mas daí para pedir reforma tributária e previdenciária em meio a esses loucos, é exigir maturidade demais de quem ainda acredita em fadas. Por isso acho que na verdade não estamos tão mal assim, afinal carregamos um “bando de loucos”.

Se não gostou, a mão na sua cara!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"Há pensamento sério no Brasil?"

Os vídeos abaixo são de uma palestra do Eduardo Giannetti. O ponto central da palestra é se há, ou não, pensamento sério no Brasil. Deixando de lado as ideologias, o Giannetti é muito claro e sensato nas suas ponderações, e acaba nos fazendo pensar em alguns pontos, muitas vezes, deixados de lado.

Para aqueles que tiverem "muita preguiça", é possível entender parte do argumento vendo a partir do vídeo 4. Para aqueles que só têm "preguiça" é melhor ver a partir da terceira parte. E para quem tiver interessado em um "pensamento sério", vale a pena ver tudo.

Na minha humilde posição de quem não tem a carga de conhecimento do Giannetti, cheguei a discordar de alguns pontos, mas não vou viesar o pensamento de alguns falando o que não concordei agora. Quem quiser é só posta comentários e a gente pode discutir depois.







Não gostou? A mão na sua cara!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

E o Prêmio "Mão na Cara" do mês de Julho vai para...


HUGO CHÁVEZ!

O símbolo maior do comunismo de buteco é "hors concour", mas mais do que nunca merece o prêmio. Com os indícios de estar abrigando integrantes das FARC na Venezuela e ainda querer uma comissão formada por Lula, Evo Morales, Rafael Correa e Cia para propor um acordo, ele extrapola os limites da cara de pau. Como diria Bolsonaro: "Sete traficantes para julgar o Beira-Mar, ele vai ser absolvido", e "Los Mierdas" para julgar o Chávez, ele também vai ser absolvido.

Hugo Chávez, a mão na sua cara!


Los Mierdas, nova banda latino americana:


Acha que estou exagerando? Então preste atenção no discurso do Cháves. Ainda assim é simpatizante? A mão feroz na sua cara, e na do Hugo também.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Todo mundo aderindo...

Pessoal, o blog está fazendo moda, incrível! O mais novo adepto do espírito é nosso ex-presidente, Fernando Collor. Abaixo segue um trecho da notícia:

"FERNANDO COLLOR XINGA JORNALISTA DA ISTOÉ E DIZ QUE VAI "METER A MÃO NA SUA CARA"

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ, na tarde desta quinta-feira (29), e ameaçou esbofetear o jornalista Hugo Marques por conta de uma nota na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.

"Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu f**** da p***", vociferou Fernando Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação."

(Portal Uol, Link)
Os devidos méritos ao meu amigo italiano, comunista de buteco, mas seguidor fiel do blog. Foi ele quem me passou a notícia.

Não gostou? Vou chamar o Collor pra você! A mão na sua cara.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

The Political Compass/Politicômetro

Certa vez um amigo me mandou um teste para ver onde eu me encaixaria numa divisão político-econômica da sociedade. O teste é de uma ONG, que eu sinceramente não tive paciência de analisar para ver se é séria ou não, simplesmente confiei na minha fonte. O teste é um pouco longo e cobre vários aspectos de nossas vidas. E pelo fato de a organização ser estrangeira, há muitos pontos que se aplicam mais à Europa/EUA do que a nós. De qualquer maneira é um bom teste, forçando um pouco, nós faz refletir sobre alguns pontos. O link para acessá-lo é este: http://www.politicalcompass.org/test

O resultado é dado em forma de gráfico, e eles dão exemplos de onde personalidades mundiais se enquadrariam. De acordo com os testes que eu fiz (sabatinei o teste) me parece que o gráfico está ajustado . Isso significa que se você está na esquerda, você realmente é de esquerda. E por aí vai. Como no gráfico abaixo:

Recentemente, o dentão, colaborador deste blog, me mandou algo parecido, feito pela revista Veja. Mas só após voltar ao outro me dei conta de que não é parecido, e sim uma cópia. Cara de pau! Algumas frases são traduções literais do site da ONG (doravante "Original"), mas ao que parece o jornalista da Veja ficou com preguiça e resumiu bem o "original". O link para acessá-lo é este: http://veja.abril.com.br/eleicoes/politicometro/

O resultado também é em forma de gráfico (que coisa, não??), mas diferente do original, esse gráfico precisa de um ajuste para ser interpretado. Mas vamos lhes fornecer a legenda para facilitar seu trabalho. A legenda foi um consenso meu, do dentão e do MODES (então colocá-la em dúvida está fora de questão). Segue o gráfico ajustado:


É comunista de buteco? Não gostou? A mão na sua cara!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Câmbio: Big Mac Index

Sem muita enrolação ou explicação. Saiu hoje uma atualização do Big Mac Index, que é um índice para mensurar o poder de compra em cada país, padronizando pelo preço do Big Mac. No gráfico, barra para direita = moeda valorizada; barra para esquerda = moeda desvalorizada.

The latest Big Mac index suggests the euro is still overvalued

ASK Western policymakers how they intend to squeeze growth from their sluggish economies and most pin their hopes on higher exports. That makes exchange rates an especially sensitive topic. A weaker currency improves the competitiveness of a country by making exports cheaper. It also encourages domestic consumers to switch from expensive imports to domestic goods. The Economist’s exchange-rate scorecard, the Big Mac index, shows that currencies continue to be cheap in the developing world but overvalued in Europe.


Mais informação: The Economist

Não gostou? A mão na sua cara!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Certas previsões

Depois de descumprir dois ‘deadlines’ impostos pelo sócio majoritário do blog (menino Gari) para eu postar algo além dos meus 2 posts, vim falar besteira também, rapaziada. Oba! Para a tristeza do chefe Gari, não vou tratar de assuntos polêmicos que causem discussões homéricas, brigas, rixas entre blogs... pra isso a gente tem o chefe, o menino tem um discurso afiado!

Vou continuar minha linha ZEN de posts, como os anteriores. Viva a diversidade! Quero falar dessa vez sobre algo que adoro, bem zen...TEORIA ESTATÍSTICA. Oba, debate estatístico!


Queria fazer neste post uma pequena revisão sobre algo que muito economista ‘pulou’ na graduação: neguim dormiu na hora da matéria, ou matou aula, ou ficou até tarde da noite fazendo tipo o 8º relatório de econometria no dia anterior e não tinha o menor saco pra prestar atenção, ou a aula era numa quarta-feira pós terça fatídica.... (eu era o neguim que odiava estatística na época) enfim, sei que muito economista não deve lembrar necas de PROBIT, mas estatística tá em alta hoje, todo mundo tá usando, é bom relembrar!


Pra macacada que não é economista, estatístico ou qualquer ser estranho afim, o PROBIT parte do seguinte princípio: vários acontecimentos independentes entre si influenciam na probabilidade de ocorrer determinado fato. Vou usar um exemplo hipotético envolvendo nosso amigo Bela pra ilustrar o caso: ‘o fato do bela ser meio desligado’, junto ‘da vontade alta de chegar em casa logo ao sair de uma aula de econometria’, combinado com ‘uma oferta recebida de carona para a casa dele’ resultam numa ‘elevadíssima chance de ele esquecer que veio de carro para a faculdade e aceitar a carona’ (Ah, e lembrar-se do carro depois de chegar em casa)... Sacaram?! Todos esses fatores contribuem pra chance de ficar só o carro dele no estacionamento da Fafich às 23h (bem parecido com aquele jogo, resta um). Pois bem, no PROBIT a idéia é essa, só que lá você coloca números para representar todos os acontecimentos (mania de economista neoclássico!) e esse modelinho estatístico te dá quanto cada acontecimento contribui na chance de certo fato se consumar.

Meio confuso?! Bom... acho que quem já carregou o pesado do livro do Wooldridge lembrou algumas coisas. Aquele livro com um título ingrato, ‘Introdução à Econometria’ ... poxa vida! Livro tem 684 páginas e tem INTRODUÇÃO no título?! Enquanto isso, semana passada fui a uma livraria do centro e havia um livro chamado ‘Tudo sobre administração’, 232 páginas... que jóia!


Bom, desabafos à parte, vamos à parte prática. Se não tem aplicação prática, pra que serve a teoria? (pergunta também cabe aos neoclássicos radicais, como o Gontijão, que vivem num mundo ao lado do mundo dos comunistas de boteco). Vejo muitíssima aplicação prática em experiências próprias, nas quais a combinação de eventos resultava em elevadíssima probabilidade de.....errr...digamos ‘Merda!’

Abraço com pulo + Aniversário 80 anos + Vó + Estalo na coluna = 83%

Fim de festa + Virar cerveja no bico + Continuar a beber no LaGreppia = 75%

Bicicleta + Curva + Areia = 100%

Garrafa de vinho + Uirá capetinha + Jogos de futebol americano recentemente assistidos = 100%

Insolação + Fanta Uva pra coleguinha + Boate Aobra (antes do ar condicionado) = 100%

Monografia + 4 páginas de referências bibliográficas não-formatadas + último dia de entrega = 79%

Cerveja + Virar Vodka da coleguinha + Dança do quadrado recentemente assistida = 100%

Irmã + Tio + Artigo aprovado + Abraço com pulo = 65%

Poker + Montilla + última refeição às 14h = 100%

Pessoas recém terminadas de namoro = 97,8%

Cantil de cachaça + festas em SP = 91%

Amiga desorientada + Festa + encontrar amigos dessa amiga = 88%

Postar sobre probit = 80%



Estatísticas previsíveis, PROBIT mental simples. Era só dizer não.


Acha que isso tudo é merda demais pra uma vida só? A mão na sua cara!

PS: me inspirei nas idéias da minha querida amiga Mari Vasconcellos, aquela, sabe?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A direita não está morta

Há algum tempo estou intrigado porque sempre os candidatos a algum cargo político vêm com propostas de esquerda, ou melhor, de comunistas de buteco. A maior parte é do tipo redução da jornada de trabalho, salário mínimo de R$ 1 mil, bolsa família de R$ 500, contra a exploração do proletariado e por ai vai. São propostas sem argumentos e demagogas, sem um estudo para ver sua real viabilidade.

O que me preocupa, no estilo Luther King, não são essas propostas, mas a falta de propostas de direita. Não estou querendo propostas de direita bem fundamentadas, reais, etc, mas sim no mesmo estilo das comunistas de buteco, bem sensacionalistas. Explico. Só assim teria um meio termo "saudável", um debate de verdade, e não em debate entre esquerda e centro esquerda, que no final acaba virando essa zona.

"Mas meus problemas se acabaram". Encontrei, por acaso, um deputado federal do Rio de Janeiro (que ironia, não?) que representa bem essa direita que estou falando. Contra comissão da verdade para apurar os "crimes" da ditadura, contra o proletariado, contra os gays, contra quase tudo que esteja fora da área militar. O nome do sujeito é Jair Bolsonaro e é filiado ao PP. Abaixo segue um video dele.


E um trecho sobre "gays nas forças armadas":
"Respeitamos a opção sexual desta minoria, mas não podemos tolerar quando estes querem que os aceitemos, no seio de nossa família, ou em algumas profissões, como se isto fosse um padrão de vida para servir de exemplo e orgulho para todos."

De novo, não acredito que todas as propostas dele sejam válidas ou sensatas, mas sim que pessoas como ele têm um papel fundamental no equilíbrio do nosso sistema político. Principalmente se levarmos em conta a quantidade de comunistas de buteco "nos representando".

Acha que pessoas como ele não são importantes? Concorda com um sistema onde só as propostas de esquerda têm valor? A mão na sua cara!